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Nome
: Carlos Raposo
Signo: Capricórnio (who cares?)
Idade: Como diria um ídolo, too old to Rock'n Roll, but too young to die.

Adoro: Rock, sexo, cinema, bons vinhos, Whisky (Singles, de preferência), Jack Daniel's, ler, escrever, viajar, matas e florestas, montanhas, temperaturas amenas ou frias.

Detesto: pagode, senso comum, multidões, centros urbanos, calor, MPB, Bossa Nova (Bosta Nova, no debochado dizer de Raul Seixas), fanatismo, sectarismo.

Livros: O Pêndulo de Foucault (Umberto Eco), Ensaios (Michel de Montaigne), O Senhor dos Anéis (J.R.R.Tolkien), Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis), o Gatilho Cósmico (Robert Anton Wilson - RAW), Interpretação das Culturas (Clifford Geertz).

Filmes: Trilogia 'O Senhor dos Anéis' (Peter Jackson, 2004), O Clube do Imperador (Michael Hoffman, 2002), Noite de Reis (Trevor Nunn, 1996), Tão Longe Tão Perto (Wim Wenders, 1993), O Silêncio dos Inocentes (Jonathan Demme, 1991), Asas do Desejo (Win Wenders, 1987), A História Sem Fim (Wolfgang Peterson, 1984), O Iluminado (Stanley Kubrick, 1980), Viagens Alucinantes (Ken Russel, 1980), Os Demônios (Ken Russel, 1971), Laranja Mecânica (Stanley Kubrick, 1971), 2001 - Uma Odisséia no Espaço (Stanley Kubrick, 1968)

Para me escrever: raposo@pobox.com

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Quarta-feira, Abril 22, 2009

Mudança de endereço!

Olá pessoal:

Mudei o endereço para o Wordpress.com.
Para acompanar o blog, basta clicar em:

http://carlosraposo.wordpress.com

Obrigado!


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Quarta-feira, Março 25, 2009

Habemvs Preservativus!!!

proveitando o eterno blá-blá-blá da Igreja contra o uso de preservativos (haveria melhor propaganda do que isso?), eis que alguém - certamente alguém com tino comercial bastante afiado, se bem que imaginativamente herético - inventou a nova moda: Camisinha Bento XVI. Veja a nota do G1:

Papa 'vira' camisinha em Paris

Preservativos com a imagem de Bento XVI foram lançados na França. Eles ironizam a posição da Igreja Católica na prevenção da Aids.



A Magnícia W5!
Na foto, Mulher mostra camisinhas com a imagem do Papa Bento XVI e a inscrição 'Eu disse não' nesta quarta-feira (25/03) em Paris. Elas foram feitas para criticar o pontífice, que voltou a criticar o uso da camisinha na prevenção da Aids durante sua visita à África. (Foto: AFP - Fonte: G1)


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Terça-feira, Março 10, 2009

A Crise e os Simpsons
Simpsons perdem a casa por causa da crise financeira nos EUA

Seg, 09 Mar, 05h24 - Atualizada em 10 de março de 2009
Fonte: Yahoo! Notícias

família Simpson perdeu sua casa por falta de pagamento da hipoteca, de acordo com o último episódio da série exibido nos Estados Unidos, uma paródia da crise econômica no país causada pelas "subprime" - ações com pouca liquidez - e do drama vivido atualmente por milhares de pessoas na nação.

No episódio deste domingo, exibido no canal "Fox", os Simpsons recebem uma carta na qual eram comunicados de que sua hipoteca estava sendo mudada para um tipo variável, um dia após a família ter feito uma festança de Carnaval financiada com o segundo crédito sobre o imóvel.

Nos EUA, é possível obter um tipo de hipoteca chamada "home equity", que permite ao proprietário ter acesso ao valor já pago ao banco pela casa, no caso de precisar de dinheiro.

A prática fez com que muitas pessoas utilizassem, durante anos, sua propriedade como "caixa automático", e, da mesma forma que no episódio do desenho, a "festa" terminou e muitos acabaram devendo ao banco um valor superior ao solicitado inicialmente.

Como aconteceu com milhões de famílias nos Estados Unidos, os Simpsons descobrem também que a revisão de tipos de sua hipoteca dispara a parcela mensal até um valor astronômico e impossível de pagar, e acabam perdendo a casa em um leilão público.

No desenho, a casa da família acaba nas mãos de Ned Flanders, o comportado vizinho de Homer Simpson, que compra o imóvel por US$ 100.001 e o aluga aos antigos proprietários para não deixá-los na rua. EFE


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Segunda-feira, Janeiro 05, 2009

Uma entrevista com Umberto Eco
Quarta-feira, 05/11/2008

oje, o brilhante medievalista (aliás, ele é bem mais que isso) italiano Umberto Eco faz aniversário (ele nasceu em 1932). Dele, entre tantos títulos, foram publicados o magnífico "História da Beleza", continuado pelo igualmente maravilhoso "História da Feiúra". Nesse vídeo, a 1ª parte de uma interessante entrevista com Eco, que fala justamente sobre o Feio e o Belo.







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Quarta-feira, Novembro 05, 2008

Barack Obama faz o discurso da vitória
Quarta-feira, 05/11/2008 - www.g1.com.br

m Chicago, Illinois, o senador Barack Obama discursou para milhares de pessoas após a confirmação de sua vitória sobre John McCain. Ele agradeceu a seu vice, Joe Biden e à esposa, Michelle.







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Sexta-feira, Agosto 22, 2008

W5 - Uma Linda Nuvem Cósmica
22/08/2008 - www.g1.com.br

elescópio faz 'foto de família' com diversas gerações de estrelas: Ventos escaldantes das estrelas maiores acabam forçando formação de novos astros. Imagem feita pelo Telescópio Espacial Spitzer é da colorida nuvem W5. O Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, fez uma imagem de uma colorida nuvem cósmica, chamada apenas de "W5", que reúne estrelas em diversas fases de formação. A foto "apresenta um conto de vida e morte em meio à história de uma rica família", brincou a agência americana em nota.




 A Magnícia W5!


As maiores estrelas dessa nuvem chegam a ser 60 vezes maiores que nosso Sol. Os ventos extremamente quentes combinados com a radiação local podem servir para formar outras estrelas. (Foto: Nasa/Reuters)

Além de chamar a atenção por sua beleza, a imagem também ajuda os astrônomos. Ela mostra que as estrelas maiores são capazes de servir de "gatilho" para o nascimento de outras estrelas -- graças aos seus ventos e à sua radiação.

As conclusões dos cientistas serão apresentadas em um trabalho feito pelo Harvard Smithsonian Center, nos Estados Unidos, na edição de dezembro da revista científica especializada em astrofísica "Astrophysical Journal".


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Domingo, Junho 01, 2008

A Afiada Língua de Einstein

uito provavelmente você já recebeu alguma mensagem atribuída ao físico Albert Einstein, mensagem esta que procurava falar sobre as maravilhas da religião. Normalmente, esse tipo de mensagem tem tanto origem quanto propósito previsíveis: ela é sempre enviada por alguém religioso que procura, através da crediblidade da palavra científica, dar credibilidade à própria crença.

Einstein dando língua, agora se sabe porque!A coisa se tornou tão sintomática que virou debate: a religiosidade de Einstein.

No entanto, às vezes, a verdade surge de repente esclarecendo muito. A matéria abaixo pretende dar fim a essa discussão. De hoje em diante saiba que se você disser que Einstein era religioso, tenha certeza que se ele pudesse aparecer, apareceria dando uma desdenhosa língua para você.

Leia a matéria e pense.

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POLÊMICA - Carta que revela desdém de Einstein por religião vai a leilão

Publicada em 13/05/2008 às 10h51m - Ver site da BBC

Uma carta escrita pelo físico Albert Einstein ao filósofo alemão Eric Gutkind e que veio à tona recentemente revela que o cientista desdenhava a religião.

A carta foi escrita em 1954, um ano antes da morte de Einstein, em resposta ao livro de Gutkind Escolha a vida: O chamado bíblico para a revolta (em tradução livre), e passou os últimos 50 anos nas mãos de um colecionador particular.

Nesta quinta-feira, o documento será leiloado pela casa de leilões Bloomsbury Auctions, em Londres. A expectativa é que ela alcance entre 6 mil e 8 mil libras.

"A palavra Deus para mim é nada mais que a expressão e produto da fraqueza humana, a Bíblia é uma coleção de lendas honradas, mas ainda assim primitivas, que são bastante infantis", escreve Einstein que, apesar de judeu, freqüentou uma escola católica na infância.

O cientista, que recebia aulas particulares de judaísmo em casa, declinou o convite do então recém-formado Estado de Israel para ser o segundo presidente do país.

Na carta, ele também fala que não acredita que os judeus sejam o "povo escolhido".

"Para mim, a religião judaica, como todas as outras, é a encarnação de algumas das superstições mais infantis. E o povo judeu, ao qual tenho o prazer de pertencer e com cuja mentalidade tenho grande afinidade, não tem qualquer diferença de qualidade para mim em relação aos outros povos."

"Até onde vai minha experiência, eles não são melhores que nenhum outro grupo de humanos, apesar de estarem protegidos dos piores cânceres por falta de poder. Mas além disso, não consigo ver nada de 'escolhido' sobre eles".

A carta levanta nova polêmica sobre as crenças religiosas de Einstein já que, em declarações anteriores, o cientista havia dado a entender que acreditava, ou pelo menos queria acreditar, na existência de Deus.

Segundo o jornal britânico The Guardian, a carta e seu conteúdo eram desconhecidos por alguns dos principais biógrafos do cientista.

Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil

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Quarta-feira, Março 19, 2008

Sir Arthur C. Clarke (1917—2008)

Morreu Arthur C. Clarke, um dos grandes mestres da ficção científica

Washington, 19 Mar (Lusa) - O escritor inglês Arthur C. Clarke, falecido terça-feira aos 90 anos no Sri Lanka, era considerado um dos mestres da ficção científica, autor de obras que marcaram o género.

Fonte: RTP

ma dessas obras, o conto "The Sentinel", de 1951, deu origem a um dos filmes-chave da ficção científica, "2001:Odisseia no espaço", realizado por Stanley Kubrick en 1968.

Arthur C. Clarke (1917—2008)Com esse filme, Kubrick conquistou um Óscar e teve mais de 10 nomeações para diversos prémios da cinematografia mundial.

O êxito foi tal que Clarke se viu de algum modo "forçado" a transformar o conto num romance, a que daria o título já consagrado pelo filme de Kubrick.

Além da ficção científica, Clarke escreveu mais de 100 obras científicas e filosóficas nas quais procurou determinar o lugar do Homem no Universo.

"2001: Odisseia no espaço" não foi a sua única "carta de apresentação". Escreveu ainda "Childhood`s End" e "Rendezvous with Rama", que levaram os críticos a compará-lo a autores da craveira de Isaac Asimov e Robert Heinlein.

Nascido a 16 de Dezembro de 1917 en Minehead, Inglaterra, Clarke foi desde criança um apaixonado pela astronomia e em 1949 o apartamento em que morava em Londres converteu-se no centro de operações da Sociedade Interplanetária Britânica, da qual seria presidente.

Durante a II Guerra Mundial prestou serviço na Royal Air Force, mas não lhe faltou tempo para escrever estudos técnicos e livros de ficção científica.

Só conseguiria, no entanto, publicar a sua primeira obra, "Rescue Party", em 1946, quando o conflito mundial já tinha terminado.

Muitas das obras científicas de Clarke introduziram conceitos que são actualmente "moeda corrente" no mundo da tecnologia.

Numa dessas obras, "Can Rocket Stations Give Worldwide Radio Coverage?" (1945), o escritor lançou pela primeira vez a ideia de que os satélites geoestacionários poderiam ser excelentes centros das telecomunicações.

Em 1969, quando já era considerado o principal "profeta" da era espacial, Clarke, através da cadeia televisiva norte-americanna CBS, descreveu, juntamente com o astronauta Wally Schirra, a chegada da Apolo à lua.

O escritor voltou anos depois à CBS para informar sobre as missões Apolo 12 e Apolo 15.

Embora fosse conhecido pelas suas obras técnicas e de ficção científica, Clarke interessava-se também pelos fenómenos paranormales, uma paixão que deixou reflectida no romance "Childhood`s End".

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2008-03-19 10:10:01

Ler artigo sobre Arthur_C._Clarke no Wikipedia


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Sábado, Janeiro 12, 2008

Sobre o Tibete

Vale apena dar uma lida na matéria abaixo. Muito boa, além de ter fotos maravilhosas. Ela nos dá uma idéia do problema pelo qual passa o Tibete: risco de extinção.

Tibete, paraíso e inferno

O magnífico PotalaCom a abertura da ferrovia Pequim–Lhasa, os chineses tomam as ruas da capital tibetana. A tradição milenar budista corre o risco de submergir nos valores da nova China

Haroldo Castro, de Lhasa

Visitar o Tibete pode se transformar numa exaustiva aventura burocrática. Falta de liberdade, autoritarismo e obstáculos dificultam a viagem dos estrangeiros. Enquanto isso, o turismo doméstico tem um crescimento anual de mais de 50%. A estratégia de Pequim é levar ao Tibete seu modelo de desenvolvimento e fazer com que a população chinesa supere a tibetana nessa nação do Himalaia. O que restará da tradição e cultura do Tibete? O que acontecerá durante os meses que antecedem os Jogos Olímpicos?

Ler matéria completa da Revista Época, clicando aqui.


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Domingo, Dezembro 09, 2007

De volta ao Olimpo
Led Zeppelin leva a Londres na segunda-feira a reunião mais esperada do rock
Publicada em 08/12/2007 às 09h53m - EFE
http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2007/12/07/327489197.asp

LONDRES - Sua dissolução, há quase trinta anos, não conseguiu tirá-lo do Olimpo mais absoluto do rock. Em meio a uma enorme expectativa, o lendário grupo Led Zeppelin ressuscitará nesta segunda-feira no auditório londrino O2 Arena o seu legado.

Page e PlantQue as velhas glórias do rock sintam nostalgia pelos palcos não é novidade. Hoje em dia, o regresso de veteraníssimos como Sex Pistols e The Doors não faz mais do que confirmar uma tendência que parece aumentar. Mas a reaparição do cantor Robert Plant, do guitarrista Jimmy Page e do baixista John Paul Jones, os três sobreviventes do Led Zeppelin, transformou-se em uma das datas - mais esperadas da história da música. A desculpa para o reencontro é fazer um tributo dedicado ao fundador, em 1947, da gravadora americana Atlantic Records, Ahmet Ertegun, um show-homenagem que preencherá o vazio que deixou a morte de John Bonham em 1980 com seu filho, Jason Bonham, na bateria, que parece ter herdado os genes privilegiados de seu pai.

A incalculável influência que o quarteto britânico teve sobre grupos posteriores de hard-rock; o misticismo de suas letras e as pinceladas blues e folk de alguns de seus temas colocaram por direito a banda nos livros mais sagrados da música. Livros salpicados, com freqüência, por lendas que projetam uma imagem obscura de seus componentes.

O show em Londres estava programado inicialmente para o último dia 26 de novembro, mas teve que ser adiado diante da fratura que o guitarrista Jimmy Page sofreu em um dedo. Felizmente, ele já está recuperado.

A reunião coincide com o lançamento, no último dia 13 de novembro, na coletânea "Mothership. The Very Best Of Led Zeppelin", um CD duplo recompila 24 dos maiores sucessos do grupo, que se formou há 39 anos.

Mas não é só a excepcional reunião de Page, Plant e Jones que fará do evento um acontecimento especial. A apresentação do Led Zeppelin terá shows de abertura de luxo. Entre eles, o ex-baixsta dos igualmente míticos Rolling Stones, Bill Wyman, o grupo Rhythm Kings, e o escocês Paolo Nutini, que também vão prestar homenagem a Ertegun.

O produtor foi, dentre outros grupos, "padrinho" dos Rolling Stones, e faleceu aos 83 anos em dezembro de 2006. Ele foi o homem que apostou no Led Zeppelin no final dos anos 60, depois de farejar seu imenso potencial depois de escutar uma de suas demos.

A morte de Bonham por intoxicação etílica deixou um buraco que levou à dissolução da banda, um feito que levou à consternação uma legião de seguidores devotados, que herdaram grandes clássicos, como "Stairway to Heaven" (1971), "Heartbreaker" (1969) e "Whole Lotta Love" (1969).

O Led Zeppelin se apresentou pela última vez com sua formação original em Berlim, em julho de 1980, apenas dois meses antes da morte de seu baterista.

Ainda que o anúncio da separação tenha provocado a tristeza de seus súditos, ela não acabou com a influência de seu trabalho.

Desde então, foram contadíssimas as ocasiões em que Page, Plant e Jones se reuniram para ressuscitar seus hits. Foi o que fizeram, por exemplo, em 1985, no "Live Aid", um grande concerto com dezenas de artistas, cujo fim era combater a fome na Etiópia.

Eles também não tiveram dúvida em voltar ao palco três anos depois, em 1988, para celebrar o 40º aniversário da Atlantic Records.

Mas as conhecidas desavenças e rixas que existiam entre John Paul Jones e os outros dois componentes da banda ficaram insustentáveis nos anos 90, com as parcerias de Page e Plant, que começaram a trabalhar juntos sem o baixista.

Talvez por isso, muitos vejam no encontro na capital britânica algo como uma "reconciliação", sem dúvida especial, de uma banda que em seus doze anos de carreira assinou oito trabalhos e estima ter vendido por todo o mundo mais de 300 milhões de álbuns.


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Segunda-feira, Setembro 03, 2007

Teorias que explicam tudo

stava debatendo com um amigo a tendência que praticamente todas as pessoas têm de transformarem teorias novas em verdadeiras chaves universais. A coisa funciona basicamente da seguinte forma: ao tomarem contato com certa idéia, eis que as pessoas passam a vê-la como a medida de todas as coisas. Desse modo, tudo na vida parece, de súbito, como que iluminado, explicado, graças à nova teoria. Tudo passa a ter sentido, entendido e explicado sob sua inefável luz. Uma verdadeira maravilha! Mas, tal atitude, será mesmo maravilhosa?

Se, por um lado, a coisa pode parecer confortar o buscador, quedando-o num aparente sossego de espírito, por outro, tão logo a teoria é aceita como chave mestra, eis que a mesma pode ser tomada como uma verdadeira revelação, uma ideologia a ser divulgada como verdade, turvando a mente de seu novo adepto para novos conhecimentos que estavam por vir. O resultado: cegueira intelectual e incapacidade de absorver novos conhecimentos (visto os novos conhecimentos poderem negar aquela verdade).

Clifford GeertzEssa constatação está em conformidade com o pensamento de Clifford Geertz (1926-2006), antropólogo e guru de muita gente boa, que diz que:

Em seu livro Philosophy in a New Key, Susanne Langer observa que certas idéias surgem com tremendo ímpeto no panorama intelectual. Elas solucionam imediatamente tantos problemas fundamentais que parecem prometer também resolver todos os problemas fundamentais, esclarecer todos os pontos obscuros. Todos se agarram a ela como um "abre-te sésamo" de alguma nova ciência positiva, o ponto central em termos conceituais em torno do qual pode ser construído um sistema de análise abrangente. A moda repentina de tal grande idée, que exclui praticamente tudo o mais por um momento, deve-se, diz ela, "ao fato de todas as mentes sensíveis e ativas se voltarem logo para explorá-la. Utilizamo-la em cada conexão, para todos os propósitos, experimentamos cada extensão possível de seu significado preciso, com generalizações e derivativos."

Entretanto, ao nos familiarizarmos com a nova idéia, após ela se tornar parte do nosso suprimento geral de conceitos teóricos, nossas expectativas são levadas a um maior equilíbrio quanto às suas reais utilizações, e termina a sua popularidade excessiva. Alguns fanáticos persistem em sua opinião anterior sobre ela, a "chave para o universo", mas pensadores menos bitolados, depois de algum tempo, fixam-se nos problemas que a idéia gerou efetivamente. Tentam aplicá-la onde ela realmente se aplica e onde é possível expandi-la, desistindo quando ela não pode ser aplicada ou ampliada. Se foi na verdade uma idéia seminal, ela se torna, em primeiro lugar, parte permanente e duradoura do nosso arsenal intelectual. Mas não tem mais o escopo grandioso, promissor, a versatilidade infinita de aplicação aparente que um dia teve.
Ref.: GEERTZ, Clifford. A Interpretação das Culturas. Editora Guanabara (Rio de Janeiro, 1989), pp 13-14.

Dá realmente o que pensar.

Abraços.




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Sábado, Setembro 01, 2007

Richard Dawkins e o seu "Deus um Delírio".

ecentemente, foi lançado o último livro de Richard Dawkins, The God Delusion. Em português, ele vem pela Companhia das Letras, sob o provocamente título "Deus, um Delírio". Como era de se esperar, o texto está causando um grande rebuliço por parte dos crentes, religiosamente irados, como de costume.

Sobre a tradução da palavra "Delusion", como quase ninguém sabe o que significa "Delusão", traduziram-na como "delírio". Perguntado sobre a palavra, Dawkins, no capítulo do livro liberado em PDF pela editora , diz:

A palavra “delírio” do meu título inquietou alguns psiquiatras, que a consideram um termo técnico que não deve ser usado à toa. Três deles me escreveram para propor um termo técnico especial para a alucinação religiosa: “relírio”.2 Talvez pegue. Mas por enquanto vou ficar com “delírio”, e preciso justificar seu uso. O Penguin English dictionary define “delusion” [delírio] como “crença ou impressão falsa”. O surpreendente é que a citação ilustrativa dada pelo dicionário é de Phillip E. Johnson: “O darwinismo é a história da libertação da humanidade do delírio de que seu destino é controlado por um poder maior que ela mesma”. Será possível que esse seja o mesmo Phillip E. Johnson que lidera a ofensiva criacionista contra o darwinismo nos Estados Unidos atuais? É ele mesmo, e a citação, como seria de imaginar, foi tirada do contexto. Espero que o fato de eu ter afirmado isso seja notado, já que a mesma cortesia não me foi estendida em várias citações criacionistas de minhas obras, tiradas do contexto de forma deliberada e enganadora. Qualquer que seja o significado pretendido por Johnson, eu teria o maior prazer em endossar a frase da forma como ela está lá. O dicionário que vem com o Microsoft Word define delírio como “uma falsa crença persistente que se sustenta mesmo diante de fortes evidências que a contradigam, especialmente como sintoma de um transtorno psiquiátrico”. A primeira parte captura perfeitamente a fé religiosa. Quanto a ser ou não um sintoma de transtorno psiquiátrico, tendo a concordar com Robert M. Pirsig, autor de Zen e a arte da manutenção de motocicletas: “Quando uma pessoa sofre de um delírio, isso se chama insanidade. Quando muitas pessoas sofrem de um delírio, isso se chama Religião”. (Richard Dawkins em "Deus, um Delírio", São Paulo: Companhia das Letras, 2007, pp. 28-29.)

Para baixar o capítulo, clique com o botao direito do mouse aqui e escolha "Salvar".
Para fazer um pesquisa de preço do livro Deus, um Delírio, clique aqui.
Caso queira conhecer mais o livro, clique aqui (em inglês).

É ler para não crer.

Abraços

Carlos Raposo

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Segunda-feira, Maio 14, 2007

O Boff e o Papa.

Estou a vários anos-luz de ser fã do Boff, mas considero o texto abaixo, publicado ontem pela Folha de SP, merecedor de leitura e reflexão.
Abraços.

Carlos
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Bento 16 e a guerra na igreja
por Leonardo Boff (site pessoal http://www.leonardoboff.com)
ESPECIAL PARA A FOLHA (só assinantes)
Link alternativo aqui.

S GUERRAS não existem apenas no mundo. Dentro da igreja há também uma guerra de baixa intensidade. Ela faz muitas vítimas, com os instrumentos adequados da guerra religiosa, escondidos sob palavras, não raro, piedosas e espirituais. Só para dar um exemplo pessoal: quando fui condenado pelo então cardeal Joseph Ratzinger em 1985 por causa do meu livro "Igreja: carisma e poder", foi-me imposto o que ele denominou de "silêncio obsequioso".

Esse eufemismo implicava muita violência: deposição de cátedra, remoção de editor religioso da Vozes, da redação da "Revista Eclesiástica Brasileira", proibição severa de falar, dar entrevistas, escrever e publicar sobre qualquer assunto.

Objetivamente "obsequioso" não possui nada de obsequioso.

O mesmo ocorreu com o teólogo da libertação Jon Sobrino, de El Salvador, condenado em fevereiro deste ano. Recebeu apenas uma "notificação". Esta inocente palavra, "notificatio", esconde violência porque ele não pode mais falar, nem dar aulas, conceder entrevistas e acompanhar qualquer trabalho pastoral. O vitimado por uma condenação é "moralmente" morto, pois vem colocado sob suspeita geral, tolhido, isolado e psicologicamente submetido a graves transtornos, o que levou a alguns a terem neuroses e a um deles, famoso, perseguido por idéias de suicídio.

Nós fomos, no mínimo, caçados e anulados, pois um teólogo possui apenas como instrumento de trabalho a palavra escrita e falada. E estas lhe foram seqüestradas, coisa que conhecemos das ditaduras militares.

O que foi escrito acima parece irrelevante, pois é algo pessoal, mas não deixa de ser ilustrativo da guerra religiosa vigente dentro da Igreja. Nela o então cardeal Ratzinger era general. Hoje como papa é o comandante em chefe. Qual é este embate? É importante referi-lo para entender palavras e advertências do papa e a partir de que modelo de teologia e de Igreja constrói o seu discurso.

Dito de uma forma simplificadora, mas real: há na igreja duas opções claramente opostas, o que não impede que, na prática, possam se entrelaçar. Face ao mundo, à cultura e à sociedade há a atitude de confronto ou de diálogo.

A partir da Reforma no século 16 predominou na Igreja Católica romana a atitude de confronto: primeiro com as Igrejas protestantes (evangélicas) e depois com a modernidade.

Face à Reforma houve excomunhões, e face à modernidade, anátemas e condenações de coisas que nos parecem até risíveis: contra a ciência, a democracia, os direitos humanos, a industrialização. A Igreja se havia transformado numa fortaleza contra as vagas de reformismo, secularismo, modernismo e relativismo. Missão da igreja, segundo esse modelo do confronto, é testemunhar as verdades eternas, anunciar a Cristo como o único Redentor da humanidade e a Igreja sua única e exclusiva mediadora, fora da qual não há salvação.

Em seu documento de 2000, Dominus Jesus, o cardeal Ratzinger reafirma tal visão com a máxima clareza e laivos de fundamentalismo. Tudo é centralizado no Cristo. Esta atitude belicosa predominou até os anos 60 do século passado quando foi eleito um papa ancião, quase desconhecido, mas cheio de coração e bom senso, João 23. Seu propósito era passar do anátema ao diálogo. Quis escancarar as portas e janelas da Igreja para arejá-la. Considerava blasfêmia contra o Espírito Santo imaginar que os modernos só pensam erros e praticam o mal.

Há bondade no mundo, como há maldade na Igreja. Importa é dialogar, intercambiar e aprender um do outro. A Igreja que evangeliza deve ela mesma ser evangelizada por tudo aquilo que de bom, honesto, verdadeiro e sagrado puder ser identificado na história humana.

Deus mesmo chega sempre antes do missionário, pois o Espírito Criador sopra onde quiser e está sempre presente nas buscas humanas suscitando bondade, justiça, compaixão e amor em todos. A figura do Espírito ganha centralidade.

Fruto da opção pelo diálogo foi o Concílio Vaticano 2º (1962-1965), que representou um acerto de contas com a Reforma pelo ecumenismo e com a modernidade pelo mútuo reconhecimento e pela colaboração em vista de algo maior que a própria Igreja, uma humanidade mais dignificada e uma Terra mais cuidada.

Este "aggiornamento" trouxe grande vitalidade em toda a Igreja, especialmente na América Latina, que criou espaço para aquilo que se chamou de Igreja da base ou da libertação e da Teologia da Libertação. Mas acirrou também as frentes.

Grupos conservadores, especialmente incrustados na burocracia do Vaticano, conseguiram se articular e organizaram um movimento de restauração, de volta à grande tradição.

Este grupo foi enormemente reforçado sob João Paulo 2º, que vinha da resistência polonesa ao marxismo. Chamou como braço direito e principal conselheiro, seu amigo, o teólogo Joseph Ratzinger, elevando-o diretamente ao cardinalato e fazendo-o presidente da Congregação para a Doutrina da Fé, a ex-Inquisição.

Aí se processou de forma sistemática, vinda de cima, uma verdadeira Contra-Reforma Católica. O próprio cardeal Ratzinger no seu conhecido "Rapporto sulla fede", de 1985, um verdadeiro balanço da fé, dizia claramente: "A restauração que propiciamos busca um novo equilíbrio depois dos exageros e de uma abertura indiscriminada ao mundo".

Ele elaborou teologicamente a opção pelo confronto a partir de sua formação de base, o agostinismo, sobre o qual fez duas teses minuciosamente trabalhadas. Notoriamente Santo Agostinho opera um dualismo na visão do mundo e da Igreja. Por um lado está a cidade de Deus e por outro a cidade dos homens, por uma parte a natureza decaída e por outra, a graça sobrenatural.

O Adão decaído não pode redimir-se por si mesmo, seja pelo trabalho religioso e ético (heresia do pelagianismo) seja por seu empenho social e cultural.

Precisa do Redentor. Ele se continua e se faz presente pela Igreja, sem a qual nada ganha altura sobrenatural e se salva.

Em razão desta chave de leitura, o papa Bento 16 se confronta com a modernidade, vendo nela a arrogância do homem buscando sua emancipação por próprias forças. Por mais valores que ela possa apresentar, não são suficientes, pois não alcançam o nível sobrenatural, único caráter realmente emancipador. Nela vê mais que tudo secularismo, materialismo e relativismo. Essa é também sua dificuldade com a Teologia da Libertação. A libertação social, econômica e política que pretendemos, segundo ele, não é verdadeira libertação, porque não passa pela mediação do sobrenatural.

Para concluir, se o atual papa tivesse assumido uma teologia do Espírito, coisa ausente em sua produção teológica, teria uma leitura menos pessimista da modernidade.

No atual momento se dá o forte embate entre essas duas opções. A Igreja latino-americana pende mais pela opção do diálogo. Esta é mais adequada à cultura brasileira que não é fundamentalista nem dogmática, mas profundamente relacional e dialogal com todas as correntes espirituais.

Somos naturalmente sincréticos na convicção de que em todos os caminhos espirituais há bondade para além dos desvios e que, definitivamente, tudo acaba em Deus.

Não parece ser esta a opção de Bento 16: seus discursos enfatizam a construção da Igreja em sua forte identidade para que seu testemunho seja vigoroso e possa levar valores perenes a um mundo carente deles, como se viu claramente em seu discurso aos bispos brasileiros na catedral de São Paulo.

Essa Igreja é necessariamente de poucos, coisa reafirmada pelo teólogo Ratzinger em muitas de suas obras. Mas esses poucos devem ser santos, zelosos e comprometido com a missão de orientar e conduzir os muitos, sem se deixar contaminar por eles e pelo mundo.

Ocorre que esses poucos nem sempre são bons. Haja vista os padres pedófilos. Por isso, a Igreja precisa renunciar a certa arrogância, ser mais humilde e confiar que o Espírito e o Cristo cósmico dirijam seus passos e os da humanidade por caminhos com sentido e vida.

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LEONARDO BOFF é teólogo da libertação e escritor. Em 1985, foi condenado pelo então cardeal Joseph Ratzinger ao "silêncio obsequioso". Site pessoal: http://www.leonardoboff.com


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Terça-feira, Maio 08, 2007

Estrela explode e cria maior supernova já vista
O Globo
Publicada em 07/05/2007 às 19h38m
Reuters - WASHINGTON

ma monstruosa explosão rachou uma estrela talvez 150 vezes mais robusta que nosso Sol, numa galáxia relativamente próxima, criando a mais poderosa e brilhante supernova já observada, disseram astrônomos na segunda-feira.

A dramática morte da estrela que explodiu pode ser um tipo raro de supernova, reservada para as estrelas de "massa estranha", que os astrônomos já haviam especulado, mas nunca haviam testemunhado.






A supernova, designada como SN 2006gy, ocorreu a 240 milhões de anos-luz, numa galáxia chamada NGC 1260, e foi estudada usando o Observatório de Raios-X Chandra (orbital), da Nasa, bem como telescópios ópticos na Terra. A explosão aconteceu há muito tempo, mas só foi detectada no ano passado, depois de sua luz viajar muitíssimos trilhões de quilômetros, até que pudesse ser observada na Terra.

- Isso soa muito distante, mas na verdade é bastante perto na vasta escala do universo - disse o astrônomo Nathan Smith, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, que liderou a pesquisa, em entrevista coletiva.

A supernova foi descoberta em setembro de 2006, sendo de longe a mais poderosa e brilhante já observada, segundo Smith.

- Na verdade, mesmo após a maior parte de um ano, bem depois de 200 dias, ela já se apagou um pouco, mas ainda é praticamente tão visível quanto uma supernova normal em seu auge - disse Smith.

Uma supernova marca a morte de uma estrela numa explosão espetacular. Os cientistas dizem que esses eventos têm um papel crucial na criação de elementos pesados, por meio da fusão e síntese nuclear, e posterior lançamento no espaço, semeando o cosmo com metais.

Os cientistas descartaram uma possível explicação alternativa para o que estavam vendo, de que seria a explosão de uma estrela anã branca, com uma massa apenas um pouco maior que a do Sol.

O astrofísico Mario Livio disse que a supernova pode ter resultado de um tipo de mecanismo de explosão que só existia em cálculos teóricos. Ele disse que a primeira geração de estrelas no universo pode ter morrido dessa maneira.

Numa supernova normal, o núcleo de uma estrela desmorona quando esgota seu combustível, e forma uma estrela de nêutrons ou um buraco negro, com poucos elementos pesados sendo jogados no espaço.

Mas esta supernova parece ser resultado de o núcleo, em vez de desmoronar, ter sido destruído durante uma explosão que jogou todo o seu material para o espaço, segundo os cientistas.


Enviado por Carlos Raposo

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Quarta-feira, Abril 04, 2007

Keith Richards e as cinzas do Pai.

Pois é: dizem que o mundo virará pó.

Não se sabe bem quais das razões milenaristas serão as responsáveis pela hecatombe que finalmente destruirá a Terra. Não sabemos se isso ocorrerá graças ao efeito-estufa, aos buracos na camada de ozônio, ao sumiço das abelhas alemãs, ao implacável avanço dos mares, ao gol 1000 do Romário que não sai ou mesmo graças a atuação do Santoro como filho de Dario I. Porém, o que é certo, dizem, é que o mundo virará pó.

Na primeira fila da torcida apocalíptica, certamente encontraremos o guitarrista dos Stones, aguardando ansioso para cheirar as cinzas do mundo...

Abraços.

Carlos.

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Keith Richards diz que cheirou até as cinzas do pai
Publicada em 04/04/2007 - O Globo

Reuters - LONDRES

guitarrista dos Rolling Stones Keith Richards disse em entrevista divulgada na terça-feira que cheirou até as cinzas do pai durante uma farra com drogas.

Segundo o tablóide britânico "The Sun", a entrevista está na nova edição da revista musical NME. A revista confirmou que a notícia é verdadeira, não um primeiro de abril atrasado, e que a entrevista chegará às bancas britânicas nesta quarta-feira.

"A coisa mais estranha que eu já tentei cheirar? Meu pai. Eu cheirei meu pai. Ele foi cremado e eu não resisti a pulverizá- -lo com uma assoprada. Papai nao teria ligado. Caiu bastante bem, e ainda estou vivo", disse Richards, segundo a edição do "Sun" que começou a circular na noite de terça-feira.

Segundo a reportagem, o pai de Richards, Bert, morreu em 2002, aos 84 anos.

Richards diz ter orgulho de sua capacidade de sobreviver a uma vida de tantos exageros:

"Eu fui o número 1 na lista de 'Quem é mais provável que morra' durante dez anos. Quer dizer: fiquei realmente frustrado quando saí da lista. Um médico me disse que eu tinha seis meses de vida, e eu fui ao enterro dele", conta Richards na entrevista.


Enviado por Carlos Raposo

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